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quarta-feira, 16 de dezembro de 2009


Nem todos os romances vivem apenas de coisas boas. Este é mais um. Em que os defeitos já começam aparecer. Nem por isso menos bom.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Romance Perigoso




Há abraços que podem durar menos de um minuto, e nos dão força para mais duas semanas sem encontros secretos. Somente um abraço. Sem beijos na boca. Sem maldade. Sem mais nada.




Confesso, estou a viver um romance secreto. Perigoso mas bom.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Debaixo do limoeiro

Ashlee Simpson

Debaixo do limoeiro cheira a paixão doce. Quando chove, aquele chão fica seco e faz nascer o seu primeiro grande amor. Onde antes era apenas terra cheia de pedras da calçada. Agora, o limoeiro guarda segredos, apesar da vontade enorme de ter de contar a toda a gente o que se anda a passar durante os dias que correm. Não dá para fugir daquele cheiro, dizem as vozes. Nem daquele lugar, dizem os corações que se apaixonaram. Se ali passares consegues ouvir a rádio com o volume baixo. Duas vozes. Vês o fumo dos cigarros e os vidros embaciados. Consegues saber que ali existem duas pessoas felizes. Debaixo do limoeiro cheira a paixão amarga. Onde as horas são sempre tardias, sem hora para o sono. Só tempo para sonhos.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Deixa-me em paz, mas não te vás


És feio mas tens uns olhos tão lindos que cada vez que me lembro deles sinto saudades. Não sei o que vejo em ti. Não dizes nada de especial mas tudo me soa a magia. Deixas-me a tremer, com essa maneira estupidamente irritante. Até dores de estômago me fazes. Não consigo sequer agarrar nos talheres quando estou à tua frente. Não podemos ficar juntos e tu sabes porquê. Não preciso de repetir, não é? Quando fica de noite e depois manhã lembro-me daqueles beijos que me deste no pescoço, percorrendo a minha linha com as mãos. Tens umas mãos feias. Não as suporto sequer, por serem tão boas. Não consigo sentir verdade, nem mentira em ti. Simplesmente tu sabes que não passa de uma paixão impossível. Os olhares vão ficar só para nós e será sempre o nosso segredo. Como se tu não me dissesses todos os dias que "gostas muito de mim". Ao telefone, baixinho para ninguém perceber. Eu coro, tu sabes que eu coro. E quase sentes o calor da minha pele, mesmo longe.

Agora o caminho separou-se e lá vou eu caminhando enquanto me engano. Quero lá saber o que sentes por mim. Dizes que sofres do coração, mas sabes bem que não sou médica. Não sou. Nem sei tratar o que tenho, o que sinto, o que vivo. Vou voando aqui e ali, conforme me apeteça e isso faz-me parecer frágil. Hoje uma lágrima caiu, por saber que não te vou ver durante minutos, minutos e minutos. Duros minutos. Tu sabes que não me posso despedir, nem dizer um até já.

Tu nem sequer imaginas que escrevo para ti agora, neste instante ou que adormeço com aqueles teus beijos bem perto. Que corro todas as manhãs e adianto o relógio. Nunca mais, nunca mais. Ambos sabemos que tu não tens nada a ver comigo e que seria uma coisa estranha, feita em fios trocados. Tu ao meu lado, de mãos dadas? Não me parece. Tu és tudo o que não gosto mas gosto de ti aos bocadinhos. Achas mesmo que a minha mãe ia querer-te ao meu lado? Não, ela iria chorar tanto como eu quando percebi a merda onde me meti. Logo agora que tudo me corria bem, logo agora que eu sabia o que queria. Logo agora tinhas de entrar na minha vida e virar tudo do avesso.

Por favor, deixa-me em paz. Mas não te vás.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Ontem, as mãos, uma saída ao cinema, a vida engraçada

Kim with Boyfriend

O menino dos beijos levou-me ao cinema. Foi a nossa primeira saída a sério. Com direito a tudo. Uma noite agradavelmente bem passada. Conversa interessante, mãos atrevidas, beijos escaldantes. O filme? Isso nem interessa nada, posso dizer que fomos ver o 2012. Ele numa tentativa frustrada quis dar-me a mão, eu não aceitei. Dar a mão é como dar um beijo. Não se dá à toa. Tem de ser especial, as mãos têm de ir em encontro uma à outra sem forçar nada. Naturalmente. Só quando precisarem. Ainda é cedo, pelo menos para mim. Sei que não há tempo para as coisas acontecerem. Acontecem e pronto. Foi a nossa troca de olhares, a nossa primeira conversa, a nossa primeira confissão e daí até ao caminho que estamos, foi um passo. E eu juro que ele seria o ultimo (ou quase o ultimo) para quem olharia mas quando abri bem os olhos, consegui ver tudo. Todas as suas qualidades, o seu encanto.


É, a vida é engraçada. Cada vez gosto mais da minha.