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segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Mulheres e choradeiras


Raquel Henriques





Os homens têm alergia a choradeiras. Não suportam ver uma mulher chorar e isso é meio caminho andado para eles virarem as costas e fingir que nada se passa. Confesso que acho uma parvoíce sermos frágeis a esse ponto. Ou seja, passamos a maior parte da vida a chorar. Qualquer merdice e lá andamos nós de torneira aberta mostrando a fragilidade que tanto nos caracteriza. Obviamente que não há mal nenhum chorar, mas chorar em todas as discussões tira-nos a máscara de mulheres-todas-poderosas. Pergunto-me, será que as mulheres não podiam ser como os homens nessas situações? Descomplicadas e sem lágrimas por tudo e por nada. Para não falar nos gritos.




A vida era tão mais simples. E menos borrada. É que chorar não nos favorece nada.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Amigos, copos e namorada



Jessica Biel


Eu cá não gosto de um homem que se vira para a namorada e diz.

- Eu venho às festas para estar com os meus amigos, contigo posso estar o ano todo.

Ai pode? Dá logo vontade de lhe dizer algo do género.

- Olha vou ali comer o teu melhor amigo. É que a ti, posso comer quando me apetecer.

Era bem dito. Era era. Sim, os homens gostam de andar em grupo. Como que um ritual ao fim de semana, de copo enfiado na mão. Gostam de andar à vontade. Gostam de separar. Festas para um lado, namorada para outro. Não se pode juntar uma coisinha à outra. Principalmente quando há amigos à mistura. Não dá jeito. Nem eles têm jeito.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Querido Diário,

Alessandra Ambrosio


este fim de semana foi surpreendente. Esteve um calor dos diabos e o meu corpo só pedia por banhos de praia e bronze. Um bronze a sério, distanciado do bronze leve do Algarve. As minhas pernas já nem parecem as mesmas. Menos douradas, desde que cheguei das terras do Sul. Andei pelas praias do Baleal, fundida entre famílias portuguesas e surfistas. Só levei toalha, garrafa de agua e o livro. De papo para o ar tentei concentrar-me nas letras daquela história, mas o menino de Ray Ban pretos e livro com titulo em Inglês não deslocava os olhos e isso começava a incomodar-me. A troca de olhares, entre páginas começou a ser inevitável. Entre mergulhos, idas e vindas do mar o menino de Ray Ban pretos veio falar comigo. Simpático, realizador de publicidade e curtas metragens, inteligente e com um espírito livre que me agradou logo à partida. Não se privou de me convidar para um jantar, não se privou de me levar a tomar um sumo natural e de trocar o numero de telemóvel. Eu gostei dele, da forma como expressa que gosta da vida.



Realizador à parte, fui à festa de fim de Verão com a presença do Dj Pedro Casanova. Confesso que foi uma desilusão a sua prestação naquela noite e que me custou dizer adeus ao Verão, porque para mim ainda não acabou. Ainda há mais para viver nas praias da costa lusitana. nas noites quentes que se fazem sentir. Entre caipirinhas e festa. Ainda não acabou... sei muito bem que não.


domingo, 2 de agosto de 2009

Comprometidos? Não, obrigada!






Tenho pancadas e foi assim que surgiu esta pequena viagem. Tinha acabado de mudar de penteado quando me lembrei de ligar para o padrasto Alexandre a pedir-lhe a casa de praia emprestada. Felizmente estava disponível. “Bora lá começar o mês de Agosto em grande. Fazer as malas e seguir caminho foi num ápice. Vestidos, sandálias, biquínis e make up. Claro, a depiladora para aqueles pêlos parvos que teimam em crescer nos dias de calor.



Pousar as malas, trocar de top e procurar pela confusão típica do Verão. Bares perto da praia, com cheiro a Malibu de Ananás. Tivemos a sorte de poder escolher entre sete bares, com sete djs ao nosso dispor. Um bom número. Uma música chateava? Trocava-se de bar. Assim, sem consumo mínimo. Não estava tão cheio como os anos anteriores, desconfio que tudo se mudou para o Algarve. Onde vou estar, só para não ser diferente.



Nesta noite, a única coisinha irritante que encontrei foi o ciúme das mulheres que teimam em controlar o seu macho. Para onde olha, para onde sorri, como dança, o que bebe, afins. Chamo a estas mulheres, coisinhas-com-o-ego-no-poço. Não podem ver uma mulher a dançar, de copo na mão e com uma mini-saia que parecem cadelas de volta do querido namorado. O problema nem sequer fica pela protecção exagerada, o grave é acabarem com o divertimento do parceiro. Uma noite que parecia tão divertida e com sexo garantido no fim da noite, acaba por ser um interrogatório do piorio. “Estavas a olhar pra onde?”, “Queres ir dançar com ela, é?”, “Não achas que tas a exagerar?”,… Eu estive para levar umas duas chapadas no mínimo. Não estava a fazer jogos de sedução, não fui para o engate de machos comprometidos. Limito-me a dançar, a sorrir e a distribuir pequenos momentos de bem-estar. Não estou para provocar confusões que afinal começam na cabeça das ciumentas. Em vez de se divertirem, fazer o mesmo, perdem tempo a controlar os passos do macho. Haja paciência, please.



O fim de semana chegou ao fim. O caminho de casa está pela frente, o carro carrega malas e roupa suja. A máquina digital guarda dezenas de fotos, que serão descarregadas para o portátil quando a vontade o permitir.



Sinto-me mais bronzeada, posso agradecer aos senhores-do-tempo que se enganaram.